A FALSA DUALIDADE SUJEITO X INSTITUIÇÃO
Publicação feita pelo grupo: As instituições Sociais e o Sujeito.
A FALSA DUALIDADE SUJEITO X INSTITUIÇÃO
"As instituições são maiores que os indivíduos". ?
Vamos lembrar a máxima sartreana de que "a existência precede
a essência".
Então, afirmar que as instituições são maiores que o sujeito,
neste sentido, só é compreensível se entendermos as instituições como
aglomerados de pessoas, e ainda assim, somente se tal acepção ocorrer em
relação a temas quantitativos.
O fato de que o "Ser" vem ao mundo desprovido de
qualquer cultura, e que esta é assimilada e coconstruída
por este no seu desenvolvimento histórico, ao passo que podemos dizer que o
sujeito constrói as instituições e dá sentido a elas.
Abbagnano (2007) definiu o termo "Instituição" como
"um conjunto de normas que regulam a ação social" (p. 571) e neste
sentido, esta é uma concepção dinâmica que representa muito mais do que um
prédio com CNPJ.
As
instituições são criações humanas para regularem a convivência social na medida
em que os grupos sentirem necessidade de regularem-se. Quanto mais as
instituições crescerem e se fortalecerem, mais elas necessitam de códigos,
aparatos coercitivos e meios para lidar com suas dissonâncias, de modo a
combater as contradições que vão surgindo em sua complexificação.
Assim
como o ser humano possui seus mecanismos de defesa do Ego, as instituições como
reflexo dos sujeitos que as constroem, elegem elementos para darem conta de
defenderem-nas de suas contradições, e assim cada uma faz conforme as
ferramentas que possui: O Estado, por exemplo, como uma grande instituição,
possui o poder de polícia para vigiar e punir aqueles que vão contra as suas
regras, assim como possui uma série de outros elementos para regular as suas
ações.
O fato é que, no atual estado de pós-modernidade em que nos
encontramos, parece ser impossível vivermos sem instituições, mas também há
outro fato importante – o de que podemos
eleger algumas das quais podemos viver e também recusar algumas das quais temos
vivido.
Podemos oferecer uma lista extensa de instituições sociais, desde
as mais primárias como a família, às mais complexas como o Estado, a Justiça, a
Instituições Religiosas, as Empresas e etc. A algumas dessas podemos eleger, a
outras, pela conjuntura sociopolítica em que vivemos, não!
Mas o objetivo deste texto é evidenciar que as mesmas, além de possuir
contradições em sua essência, que muitas vezes as tornam insustentáveis
(necessitando de, por isto, constantes reformas), são formadas por sujeitos e
estes são a essência das mesmas. Neste sentido, quanto mais perversos forem os
sujeitos que estiverem presentes nas mesmas, mais perversas tendem a serem as
instituições, e vice-versa.
E para terminar o texto, o que deve ser colocado é que,
sujeito e instituição coexistem no mesmo
espaço: o indivíduo! Não existe esta separação de instituição x indivíduo, na
medida em que a vida social, o modo de pensar, o modelo de comportamento, a
forma de experimentar as emoções, todas elas são mediadas e coconstruídas pelas
instituições. É a boa e velha dialética, o indivíduo concreto é produto e
produtor da sua realidade, todavia, sendo autônomo diante de tais mecanismos,
ao ponto de criar, recriar-se e destruir-se diante de tais meios.
Referências
Abbagnano, N. (2007). Dicionário
de filosofia (A. Bosi, Trad.). São Paulo: Martins Fontes. Imagem: Extraída
do Google Imagens Fonte: psicologia.com"
target="_blank">Rede Goiana de psicologia
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